Kilamba24horas

Mulheres grávidas do Município de Belas não aderem às consultas pré-natal

 Mulheres grávidas do Município de Belas não aderem às consultas pré-natal

A maior parte das mulheres grávidas do Município de Belas não aderem às consultas pré-natal, um facto preocupante para a maioria dos médicos, que aconselham estas a aderirem, de forma a terem mais informações sobre o seu estado de saúde e do bebé.

Um exemplo disso é Cláudia de Almeida, jovem de 25 anos, que engravidou no ano passado, mas não aderiu à consulta pré-natal e optou pela realização do parto em casa, devido à distância entre o local onde mora e o hospital mais próximo.

Após o nascimento da criança e passados os primeiros meses de vida, disse, tudo corria bem.

Recentemente, quando a menina completou nove meses, começou a apresentar sintomas como febres altas, diarreia e emagrecimento, o que a le-vou a deslocar-se ao Centro-Materno Infantil dos Ramiros.

No hospital, contou, foi realizada uma série de exames à criança e foi informada que a bebé era portadora do vírus da Sida. “Fui obrigada a fazer também o teste e se confirmou as suspeitas da equipa médica”, disse.

Cláudia de Almeida elogiou o sector de saúde do município, pela realização da Campanha de Intervenção Comunitária, denominada “Saúde à Porta de Casa”, onde recebeu mais conselhos sobre a doença, os fármacos e todo o apoio da equipa médica em serviço, que a encorajou a seguir com a vida normalmente e cumprir com as orientações.

“Descobrir que sou portadora do VIH/Sida e que a minha filha foi transmitida, foi um susto. Por isso, aconselho todas as mulheres gestantes a aderirem à consulta pré-natal e seguirem todas as recomendações dadas pelos médicos e enfermeiros, para se evitar complicações no estado de saúde da mãe ou do bebé antes, durante e após o parto”, apelou.

Entre os vários beneficiados pela Campanha de Intervenção Comunitária, “Saúde à Porta de Casa”, está António Paulo, de 53 anos, que é hipertenso há mais de três anos, desempregado e com deficiência física.

Como nem sempre tem condições para deslocar-se ao centro de saúde mais próximo para receber mais informações sobre o estado de saúde, tão logo tomou conhecimento da campanha, através da Comissão de Moradores, aguardou pelo tão esperado dia e decidiu ir ao encontro deles, para medir a pressão arterial e saber o estado da doença.

Após a realização da consulta, António Paulo recebeu, de forma gratuita, os fármacos para o controlo da enfermidade. “Louvo a iniciativa do Governo de Luanda e da Direcção Provincial da Saúde, porque não conseguia adquirir os medicamentos com regularidade, por falta de condições financeiras. Existem muitas outras pessoas na mesma condição, que também devem ser ajudadas”, disse.