Moradores do município de Belas manifestaram descontentamento face às recentes medidas de proibição da venda informal, defendendo que as acções devem ser acompanhadas de alternativas viáveis para os trabalhadores do sector.
Segundo os munícipes, antes da implementação de medidas restritivas, como a colocação de placas de proibição ao longo da Avenida Fidel Castro Ruz, seria fundamental criar espaços organizados, dignos e rentáveis onde os vendedores, sobretudo mulheres, possam exercer as suas actividades sem constrangimentos.
“Antes de tomarem medidas desprovidas de sensibilidade social, deveriam primeiro organizar um espaço digno para estas senhoras trabalharem”, afirmou um dos residentes.
As críticas surgem num contexto em que a Administração Municipal, liderada por Wilson Morais, tem intensificado acções de fiscalização e reordenamento do comércio, com o objectivo de melhorar a mobilidade, segurança e organização urbana.
No entanto, alguns moradores consideram que estas decisões têm sido tomadas de forma precipitada e desconectada da realidade social, afectando directamente famílias que dependem da venda informal para a sua subsistência.
“Para mim, esta gestão revela-se um fracasso, com decisões que não têm em conta a realidade da população”, referiu outro munícipe, acrescentando críticas à forma como algumas medidas têm sido implementadas.
Apesar disso, há quem defenda a necessidade de equilíbrio entre organização urbana e inclusão social, sugerindo que o reordenamento do comércio deve caminhar lado a lado com políticas de apoio aos pequenos vendedores.
Os moradores apelam, assim, à Administração Municipal para um diálogo mais aberto com os operadores informais e à criação de soluções sustentáveis que garantam tanto a ordem pública como a dignidade económica das famílias afectadas.
