Moradores da Centralidade do Kilamba manifestaram preocupação com o aumento de actos de vandalismo, sobretudo após os recentes casos de viaturas danificadas durante a madrugada.
Um dos residentes, identificado apenas como Inácio, descreveu o ambiente vivido em alguns pontos da centralidade, apontando a presença frequente de grupos de indivíduos que permanecem atrás dos edifícios em horários nocturnos.
“Há muitas pessoas que ficam atrás dos prédios depois das 21h. Às vezes sentimos cheiro de liamba, consumo de bebidas alcoólicas e outras práticas suspeitas”, relatou.
Apesar de reconhecer o esforço das forças policiais, o morador considera que a situação exige medidas adicionais para garantir maior segurança aos cidadãos e aos seus bens.
As declarações surgem num contexto em que vários munícipes do Kilamba têm denunciado episódios recorrentes de vandalização de viaturas e tentativas de furto, sobretudo durante a noite, aumentando o sentimento de insegurança.
Entre as propostas apresentadas pelos moradores estão a criação de iniciativas comunitárias de vigilância, como grupos organizados de alerta — conhecidos popularmente como “turma do apito” —, bem como a colocação de seguranças nos parques de estacionamento.
“Coloco-me no lugar daqueles que foram lesados. Precisamos de agir antes que a situação piore”, acrescentou.
Os moradores apelam à Administração Municipal e às autoridades competentes para reforçarem as medidas de prevenção, incluindo maior iluminação pública, patrulhamento e envolvimento comunitário, de forma a travar a criminalidade e devolver a tranquilidade à população.
