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Metro que vai interligar Kilamba com o Porto de Luanda volta na agenda do Executivo

 Metro que vai interligar Kilamba com o Porto de Luanda volta na agenda do Executivo

A construção do Metro de Superfície de Luanda, cidade capital de Angola, foi analisada esta terça-feira pelo Conselho Nacional das Obras Públicas, no quadro da melhoria da mobilidade na urbe e arredores.

O arranque das obras do Metro de Superfície de Luanda, avaliadas inicialmente em três mil milhões de dólares, estava previsto para 2022 sob responsabilidade da construtora alemã Siemens, que assinou, em Fevereiro de 2021, o Memorando de Entendimento com o Ministério dos Transportes.

Na altura do anúncio da empreitada, fez-se menção que a linha do metro seria de 149 quilómetros, cobrindo os eixos do Porto de Luanda-Cacuaco, Avenida Fidel Castro Ruz-Benfica, Porto de Luanda-Largo da Independência e Cidade do Kilamba-Largo da Independência.

Na reunião do Conselho que decorreu à porta fechada sob orientação do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, os membros do órgão passaram em revista o projecto e a articulação a se ter em conta com outros sectores.

À margem do encontro, o secretário do Conselho Nacional das Obras Públicas, António Resende, confirmou o avanço da construção do Metro de Superfície, sem, no entanto, avançar datas.

De acordo com António Resende, o projecto já está aprovado em Decreto Presidencial, mantendo a parceria alemã e o financiamento.

“ Estamos a tratar ainda determinados aspectoso do Metro de Superfície, que abarca a cidade toda. Está-se a ver qual é o ramal principal e prioritário que deve ser construído”, disse o responsável, referindo que o mesmo ramal vai passar nas zonas com maior densidade populacional.

O Conselho, acrescentou, está também a analisar a possibilidade do Metro chegar próximo da cidade, para que haja maior mobilidade.

Acertos sobre a inauguração do Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, previsto para Novembro deste ano, as obras do Terminal Oceânico da Barra do Dande e a construção de escolas a nível dos municípios foram outras questões revistas pelo Conselho.

O Conselho Nacional das Obras Públicas é constituído por 12 ministros, que compõem o plenário, equipas técnicas, representantes da Ordem dos Arquitectos e Engenheiros de Angola