O Presidente da República orientou, sexta-feira(4), a construção de unidades primárias e secundárias de Saúde (como hospitais municipais, postos médicos e outros de pequeno porte) para atendimento de proximidade da população nas comunidades.
João Lourenço deu esta orientação durante a sessão especial do Conselho de Ministros sobre o processo de elaboração dos Planos Integrados de Intervenção para cada uma das províncias do país, tendo falado com os governadores provinciais à volta do trabalho de governação que se pretende neste mandato, onde sobressai a edificação de infra-estruturas de todo o tipo.
No domínio da Saúde, o Presidente da República defendeu como grande prioridade às pequenas unidades que atendem em primeira linha os cidadãos, referindo que os grandes hospitais já estão definidos, construídos ou vão surgir, muitos destes últimos até com fontes de financiamento já identificadas. Outra acção fundamental do período será a construção de estradas, arruamentos no interior das cidades e estradas circulares, estas últimas para permitir que quem esteja a efectuar uma viagem interprovincial não tenha necessariamente que passar pelo interior de uma urbe.
Nas reflexões que fez na reunião com os ministros, o Chefe de Estado observou que o país está melhor em termos de fornecimento de energia eléctrica à população do que em matéria de disponibilização de água.
“Alguma coisa não está bem, até porque os investimentos em energia são mais caros do que os investimentos para o fornecimento de água. Temos de pensar seriamente nisto!”, disse.
No conjunto de reflexões que o Chefe de Estado fez ao longo da reunião para a preparação dos programas de actuação dos governos provinciais, o tema “diversificação económica” esteve também na ordem do dia.
O Presidente começou por manifestar a sua visão de que o futuro do petróleo está seriamente ameaçado, porque os países industrializados, os grandes consumidores, estão a encontrar alternativas à energia fóssil, seja por razões ambientais, seja porque não pretendem continuar a manter a forte dependência energética de um dos maiores produtores de crude, a Rússia.
“Esta realidade coloca-nos o desafio de termos de pensar em produtos que nos dão divisas fora do petróleo. Vamos eleger um, dois, três produtos e investir seriamente neles, porque está claro que não vamos poder fazer com todos ao mesmo tempo”, assinalou o Chefe de Estado.
“Li algures que a Etiópia ganha biliões a exportar café. Nós até já fomos grandes produtores e exportadores de café. Porquê não retomamos esta produção?”, interrogou-se João Lourenço.
“Os produtos do nosso rico mar e da Namíbia é um bom exemplo, faz fortuna a exportar peixe e mariscos”, disse. “Há que pensar nisso, ter a audácia de apostar em produtos que nos garantem divisas, que nos permitem arrecadar recursos financeiros fora do petróleo”, concluiu.
