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EUA impõem sanções e congelam contas e bens de Kopelipa e Dino

 EUA impõem sanções e congelam contas e bens de Kopelipa e Dino

O Governo dos Estados Unidos da América anunciou, esta quinta-feira(9), que impôs sanções aos antigos dirigentes angolanos Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino” e Manuel Hélder Vieira Dias Júnior ‘Kopelipa’, incluindo o congelamento de todos os activos que têm naquele país.

Leopoldino do Nascimento e Hélder Vieira Dias Júnior, conhecidos como generais “Dino” e “Kopelipa”, respectivamente, “são ex-funcionários do Governo, que roubaram milhares de milhões de dólares do Governo angolano, por meio de peculato”, lê-se no comunicado de imprensa em português, distribuído, ontem, em Washington.

No texto,  o  Departamento do Tesouro dos EUA afirma que os agora sancionados “conspiraram com outros indivíduos  angolanos  e  Sam Pa, designado pelo Tesouro (enquanto alvo de sanções, em Abril de 2014),  para  desviar o financiamento destinado a projectos de desenvolvimento  de  infra-estruturas, incluindo o uso de projectos fantasmas”.

No texto, explica-se que os dois antigos responsáveis “são também suspeitos de terem desviado milhões de dólares de projectos angolanos de infra-estruturas e, em seguida, utilizarem as suas posições na economia angolana para se protegerem da possibilidade de acusações criminais”.

Além disso, os EUA dizem, também, que, “como parte de um negócio de equipamento militar, “Kopelipa” negociou, com um fabricante de produtos de defesa de um país terceiro, uma grande soma adicional de dinheiro, para outros altos funcionários do Governo angolano”.

Os dois cidadãos angolanos são alvo da Ordem Executiva 13818, que abarca também, quatro entidades detidas ou controladas por Leopoldino Nascimento: Cochan S.A., Cochan Holdings LLC, Geni SARL, e Geni Novas Tecnologias S.A.

“O Escritório de Controlo de Activos Estrangeiros (OFAC) também está a designar (para ser alvo de sanções) uma entidade, Baía Consulting, detida ou controlada por Dias Júnior e a mulher, Luísa de Fátima Giovetty”, no âmbito desta entidade.

As sanções ontem decretadas implicam que “todos os bens e interesses na propriedade das pessoas atrás referido que estejam nos Estados Unidos ou na posse ou controlo de pessoas dos EUA estão bloqueados e devem ser informados ao OFAC”, acrescenta-se ainda na nota.

Além disso, “quaisquer entidades que pertençam, directa ou indiretamente, 50% ou mais a uma ou mais pessoas bloqueadas, também são bloqueadas”, não podendo qualquer activo ser transacionado, nem beneficiar de contribuições ou fornecimentos de fundos, bens ou serviços, envolvendo as pessoas hoje sancionadas.

Os dois  ex-dirigentes angolanos eram elementos da Presidência da República, ao tempo do ex-Presidente José Eduardo dos Santos.