O Distrito Urbano do Kilamba vai ganhar um projecto habitacional com 550 habitações, denominado Raiz do Quimbo, do grupo angolano de capitais privados Mandinga.
Segundo o presidente do Conselho de Administração do grupo, António Culembala, que falava em uma entrevista a Rádio Nacional de Angola (RNA), informou que a partir de Setembro vão ser investidos mais de sete mil milhões de kwanzas na primeira fase da construção do projecto habitacional.
As habitações que serão da topologia T4 vão ser erguidos num terreno de 40 hectares, e onde além das habitações, serão construídos faseadamente mais de 160 edifícios para o comércio.
“Numa primeira fase, o Grupo Mandinga vai construir 200 ou 250 casas por ano”, disse o PCA ao explicar a evolução do projecto.
As casas vão ser construídas em lotes de 30/20 metros, correspondendo a 600 metros quadrados, constituindo-se em vivendas de um piso, com quatro quartos suite, uma cozinha, dispensa, sala de estar e 300 metros quadrados de quintal e serviços.
“O projecto está divido em duas fracções: a primeira é o parque habitacional e a segunda é o parque comercial, onde vamos implantar edifícios com quatro pisos acima do solo e erguer edifícios com bangalows para instalar bancos e lojas comerciais”, frisou António Culembala.
A oferta de serviços inclui um hipermercado, uma clínica, um colégio e um centro médico.
Apesar de o projecto estar a ser preparado desde há três anos, o preço de venda das habitações ficou alinhado com o Aviso 9/2022, do Banco Nacional de Angola a instituir o Regime Especial de Crédito à Habitação, no quadro de uma reformulação que, do preço inicial de 200 milhões de kwanzas por casa, passou a estabelecê-los em até 100 milhões de kwanzas.
O arranque da operação esteve a ser preparado ao longo de três anos, durante os quais foi feita a selecção do pessoal para as obras que envolvem três mil operários de construção e obras públicas.
“Preparámos o projecto e fizemos a selecção da mão-de-obra: agora, no dia 5 de Setembro, chegou a hora de ‘metermos a mão na massa’”, disse António Culembala, apontando, também, a participação, nas obras, de “três mil homens em várias especialidades, entre as quais pedreiros, carpinteiros, marceneiros, canalizadores e electricistas”, finalizou.
