O Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) registou, em 2021, na província de Luanda, 112 casos de mortes por afogamento, menos 66 em comparação ao ano anterior.
Os dados foram tornados públicos, ontem, pelo porta-voz do Comando Provincial de Luanda do SNPCB, intendente bombeiro Faustino Minguês, acrescentando que os afogamentos registaram-se em praias, rios, lagos, bacias de retenção de águas fluviais, canal do Kikuxi e reservatórios.
Faustino Minguês referiu que as vítimas são maioritariamente crianças de 1 a 13 anos, que, geralmente, se afogam em tanques e bacias de retenção de água da chuva.
Segundo o oficial, os mu-nicípios com mais registos são os de Viana com 28 casos (-25 em relação ao ano anterior), Luanda com 32 (-30), Talatona com 17 (-9) e Ca-cuaco com 13 (+1) afogamentos, respectivamente.
Faustino Minguês referiu que na última semana foram resgatados quatro corpos em praias, lagoas e no interior da cave de um edifício inundado.
Afirmou que, apesar da proibição da utilização das praias, devido ao Estado de Calamidade Pública, os munícipes continuam a frequentá-las, tendo os casos recentes de afogamento acontecido no fim-de-semana, durante o qual foram resgatados dois cadáveres nas praias da Ilha de Luanda e Mussulo.
Realçou que, devido ao Estado de Calamidade, não são realizados os patrulhamentos ou a permanência de efectivos nadadores salvadores nas praias, mas realizadas campanhas constantes, principalmente nos bairros periféricos, para alertar sobre os cuidados com os reservatórios de água, canal de Kikuxi, rios e lagos.
Devido à inexistência de água domiciliar, a maior parte dos moradores dos bairros periféricos possui tanques subterrâneos nos quintais, para reservar água, abastecidos por camiões cisterna, registando-se com frequência mortes por afogamento.
Com mais de sete milhões de habitantes, fazem parte da capital angolana os municípios de Luanda, Cacuaco,Viana, Kilamba Kiaxi, Talatona, Belas, Icolo e Bengo e Quiçama.
