Vários moradores do município do Kilamba têm manifestado publicamente preocupações com o crescente estado de desorganização e degradação urbana, apontando falhas graves na fiscalização e gestão administrativa após a saída do antigo administrador Israel.
Segundo denúncias, fiscais da administração municipal deixaram de exercer acções regulares de controlo urbano e passaram a concentrar-se apenas em embargos de obras, desalojamentos, entrega ou recebimento de terrenos e perseguição a vendedores ambulantes, ignorando outros problemas estruturais do território.
De acordo com relatos dos munícipes, o cenário actual inclui:
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Passeios invadidos por comerciantes, dificultando a circulação de peões;
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Transgressões urbanas constantes por parte de moradores, como construções ilegais e bloqueio de vias com betão para reservar estacionamento;
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Parques públicos transformados em zonas de promiscuidade e foco de poluição sonora;
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Falta de manutenção dos espaços verdes, como árvores sem poda e capim por cortar;
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No KK5000, jardins públicos estão a ser utilizados para estendal de roupa, lavagem de tapetes e outros fins não apropriados.
“Se continuar nesse ritmo, o Kilamba, que foi projectado como referência de urbanização moderna, vai tornar-se um subúrbio, sem regras nem ordem”, alertou um dos moradores em declaração anónima.
Esta nova denúncia reforça outras reportadas anteriormente, como o uso indevido de largos por grupos de jovens para venda de bebidas alcoólicas e drogas, a destruição da iluminação pública para facilitar actividades ilícitas, e a falta de apoio institucional aos Conselhos de Moradores, que têm tentado, com os próprios meios, manter a limpeza e a ordem em seus quarteirões.
A população apela por maior envolvimento da Polícia Nacional e reacção efectiva por parte da administração municipal, exigindo fiscalização activa, manutenção urbana regular e campanhas de sensibilização.
Com o slogan “Kilamba é a Banda” recentemente lançado pela Direcção Municipal de Turismo e Cultura, moradores lembram que não basta promover a imagem turística se a realidade local for marcada pelo abandono e pela desordem.
A esperança dos cidadãos é que as instituições assumam novamente o papel fiscalizador e educativo e que o Kilamba volte a ser exemplo de organização e qualidade de vida.
