O fenómeno de invasão de terrenos no Bairro Vila Verde está a atingir proporções alarmantes, segundo vários relatos de moradores que chegaram a redacção do KILAMBA 24 HORAS.
Em um tom de clara ajuda, os municípes que vivem naquele território exigem das autoridades policiais, forças armadas e dos órgãos de justiça um posicionamento mais energético para o seu combate.
“Infelizmente, os proprietários vêem os seus terrenos talonados e vendidos, e esse é o problema em questão”, disse o morador Carlos Sinai, onde destacou também uma outra preocupação, que é a falsificação de documentos, protagonizado pelos invasores para se apropriarem de terrenos.
Os moradores frisam que a Administração tem apenas observado as enormes invasões de terreno, sem elevada preocupação os litígios de terrenos, onde ainda alegam que o problema não está a ser tratado como devia pelas autoridades de segurança, administrativas e judiciais, uma vez que se assiste a invasões de quintas, cujos proprietários são ameaçados e agredidos e, em acto contínuo, escorraçados das suas propriedades.
Segundo Mateus Fernandes, membro do conselho de moradores da Vila Verde, os casos levados à justiça não são devidamente tratados, ou seja, “o tratamento que é dado não é suficiente para desencorajar esta prática, pelo contrário estimula”
Já a anciã Dona Teresa, sublinha que os valores em jogo na ocupação de terras são tão altos que permitem subornar os fiscais da Administração, eles que são autoridades com responsabilidade directa no combate à criminalidade de modo geral.
Os municípes denunciam a existência de funcionários desonestos na estrutura da administração municipal, onde se assiste a presença de elementos civis, policiais e efectivos das forças armadas, uns desertores e outros supostamente no activo, e com patentes elevadas.
