Estão suspensas as aulas do primeiro ano dos diferentes cursos do Instituto Superior Politécnico Privado do Kilamba, por supostamente a instituição não ter realizado os testes de admissão, revelou a RÁDIO NOVA 102.5 FM.
A equipa de reportagem daquela estação radiofónica foi ao encontro da Direcção da referida instituição para colher mais informações sobre o assunto, mas esta remeteu-se ao silêncio, alegando que toda informação a respeito deve vir do Ministério do Ensino Superior.
Sem gravar entrevista, o Director da referida Instituição, assegurou que todos os doze cursos ministrados são legais e foram criados pelo Decreto Executivo n.º 261/20, de 05 de Novembro.
Questionado sobre as motivações da anulação das aulas no primeiro ano, o responsável preferiu não avançar mais informações, afirmando que o assunto está a ser tratado no Ministério do ensino Superior.
Aquela Instituição de Ensino Superior Privada foi criada pelo Decreto Presidencial n.º 173/17, de 03 de Agosto, publicado no Diário da República n.º 131, I Série.
De informar que recentemente o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovaçãi (MESCTI) declarou nula e sem efeito legal a admissão dos estudantes do Instituto Superior Politécnico do Kilamba, por deixarem de realizar as provas de acesso aos cursos superiores.
Segundo o comunicado do MESCTI, na qual a redacção do KILAMBA 24 HORAS teve acesso, informa que o acesso aos cursos superiores é regulado pelo Decreto Presidencial que aprova o Regulamento Geral de Acesso ao Ensino Superior, por isso todas as instituições do sector estão obrigadas a realizar, internamente, exames de aceso para cada curso.
A nota ressalta que no presente ano académico, apesar da obrigatoriedade da lei e de orientações específicas, detectaram-se nas referidas instituições privadas estudantes, nos sues cursos, sem a realização de provas de acesso.
Por outro lado, o MESCTI obriga os gestores a assumirem, junto da respectiva comunidade académica, as consequências decorrentes da medida, pois tal prática configura um grave atropelo da lei o que afecta a credibilidade dessas instituições, ameaça a concretização da qualidade educativa e afronta a autoridade do Estado.
