Kilamba24horas

Subida do preço dos autocarros para 150 kz afugenta passageiros na Centralidade do Kilamba

 Subida do preço dos autocarros para 150 kz afugenta passageiros na Centralidade do Kilamba

Desde que as empresas de transportes colectivos urbanos rodoviários de passageiros fixaram o preço em 150 kz, por orientação do Governo, os autocarros na Centralidade do Kilamba andam com menos passageiros e as paragens deixaram de ter as enchentes que eram “normais”.

Segundo uma ronda feita pelos jornalistas do KILAMBA 24 HORAS,  vários moradores da Centralidade do Kilamba que são utentes dos transportes públicos concluiram que a diferença no preço, de 50 Kz para 150 Kz faz “uma grande diferença”, como resumiu um desses passageiros.

Podendo escolher os mais cómodos táxis de 16 lugares por uma diferença de apenas 50 Kz, o custo dos “azuis e brancos” é de 200 Kz actualmente, as pessoas estão claramente a optar por estes últimos.

Antes da subida de 50 para 150 kz, as principais paragens dos autocarros da Centralidade do Kilamba registavam enormes enchentes nas primeiras horas do dia, o que deixou de se verificar a partir de segunda-feira,20, dia em que as empresas fixaram o preço a 150, conforme tornou público o Ministério dos Transportes (MINTRANS), no dia 15 de Maio.

A subida do preço dos autocarros de 50 para 150 kz surpreendeu as empresas de transportes públicos colectivos urbanos rodoviários de passageiros e a população em geral, que esperavam apenas uma subida de mais 50 kz, e não de 100.

Nos últimos dias, a redacção do KILAMBA 24 HORAS saiu as ruas da Centralidade do Kilamba e onde andou por várias paragens de autocarros e constatou esse cenário.

Habitualmente, na primeira e segunda paragem, bem como a paragem do Xyami e do Bairro Povoado registavam-se enormes filas de passageiros.

Mas desde que as empresas como a TCUL, MACON, ANGO-REAL e as demais passaram a cobrar o valor fixado pelo Governo, o cenário inverte-se e as passagens deixaram de registar grandes enchentes.

Mateus Domingos, Afonso Isaac e Fernando Guimarães, passageiros com quem o KILAMBA 24 HORAS conversou, disseram que muitos estão a preferir andar pé, até uma certa distância, e depois apanhar um táxi de 200 kz.

Outros disseram não ter alternativas e preferem aguardar pelos autocarros nas passagens, mas estranham o facto de nesta primeira semana as passagens estarem vazias.

Alguns cobradores e motoristas reconhecem que o motivo é o aumento do preço, mas salientam que os poucos recursos financeiros das familiais também está na base.

Diversas pessoas disseram aos nossos jornalistas não ser justo “a população ser sacrificada” e consideram ser muito alto o valor de 150 Kz.