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Professores do ensino superior em greve

 Professores do ensino superior em greve

Os professores do ensino superior de Angola observam, a partir desta quarta-feira, uma greve geral por tempo indeterminado, na sequência de um caderno reivindicativo apresentado ao Ministério de tutela, em 2018.

No caderno reivindicativo entregue ao Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), os docentes reclamam a realização de eleições nas instituições do ensino superior, revisão da massa salarial, reposição de subsídios, seguro de saúde, melhoria das infra-estruturas e Fundo de Investimentos Científicos para unidades orgânicas e universidades públicas e privadas.

Reclamam ainda a regularização da dívida pública, o processo de provimento administrativo excepcional e a formação contínua dos professores.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Professores do Ensino Superior (SINEPES), Eduardo Peres Alberto, apesar da ocorrência de negociações com a entidade patronal, é decretada a paralisação geral até à resolução das reivindicações constantes no caderno reivindicativo, “não respondido, totalmente, até à presente data”, reforçou.

Eduardo Peres Alberto informou que cada instituição contará com um piquete para os serviços mínimos.

A propósito, o secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Domingos da Silva Neto, disse estar em agenda uma nova ronda negocial.

Vamos continuar a dialogar para se encontrar um ponto de entendimento para o fim rápido da greve”, afirmou, manifestando a disposição do ministério de continuar a dialogar com o sindicato.