Representantes da juventude organizada no Município de Belas manifestaram preocupação quanto à preparação das festividades municipais, defendendo que as celebrações devem ser concretas, inclusivas e com impacto real na vida da população.
Em declarações públicas, um líder de uma organização juvenil que congrega mais de 120 jovens artistas afirmou que “as festividades não podem existir apenas no papel”, sublinhando que eventos comemorativos devem ser visíveis, participativos e alinhados com o verdadeiro espírito de celebração.
O responsável recordou ainda que, durante as comemorações dos 50 anos da Independência Nacional, o município recebeu verbas destinadas às celebrações, mas, segundo a sua percepção, a população pouco sentiu dos resultados práticos dessas iniciativas. Para os jovens, é essencial que, desta vez, o processo seja mais transparente e abrangente.
A juventude também questiona a eficácia da nova Divisão Político-Administrativa, cujo objectivo é aproximar a governação dos cidadãos. “Ainda estamos distantes desse ideal”, referem, apontando a falta de abertura institucional para a participação activa de associações culturais e juvenis.
Apesar das críticas, os jovens reafirmam a disponibilidade para colaborar. A organização liderada pelo declarante integra dezenas de artistas motivados e preparados para contribuir para o desenvolvimento cultural e social do município.
Entre as principais reivindicações destacam-se a inclusão de talentos locais na programação oficial, maior diálogo entre a Administração e as associações culturais, bem como transparência na organização das actividades.
Para os intervenientes, Belas possui juventude criativa, cultura vibrante e vontade de fazer melhor. “Falta apenas oportunidade e diálogo”, concluem, defendendo que as festividades municipais devem representar todos e valorizar quem constrói diariamente o crescimento do município.
