Vários moradores da Centralidade do Kilamba manifestaram preocupação com a desorganização urbanística que afirmam estar a tomar conta da cidade, apontando para construções que desfiguram a imagem da centralidade e que, segundo eles, revelam falhas de fiscalização da Administração local.
De acordo com os munícipes, a situação exige um Plano Diretor de Urbanização e Arquitetura, que permita orientar as obras de continuidade da cidade, garantindo que os novos empreendimentos estejam em harmonia com o projeto urbanístico original.
“Tenho certeza que existe uma área que trata da urbanização e fiscalização com quadros capazes de acompanhar e monitorar as obras na cidade. Mas parece-me que há uma certa anarquia nas construções que estão a ser feitas”, disse um residente.
Entre os exemplos citados, moradores destacam as construções que se erguem atrás do hipermercado Kero, junto ao Banco Sol, bem como na zona compreendida entre a bomba de combustível da Sonangol e a obra do futuro hospital dos queimados, onde, segundo os relatos, cada proprietário ergue a sua estrutura sem um padrão definido.
Para os munícipes, esta falta de organização compromete a estética e a qualidade urbanística do Kilamba, uma das maiores centralidades habitacionais do país. “O senhor Administrador deve reunir com os proprietários dos terrenos para orientar e dialogar sobre a matéria. Fica mal o Kilamba decair, pelo contrário deve-se trabalhar no sentido de elevar a qualidade da cidade”, apelou outro residente.
Os moradores pedem intervenção firme da Administração Municipal do Kilamba para garantir que as construções obedeçam às normas legais e urbanísticas, de modo a preservar a imagem e o desenvolvimento sustentável da centralidade.
