Vários munícipes do Município de Belas manifestaram preocupação com a falta de energia eléctrica regular e os elevados custos do serviço, situação que, segundo afirmam, tem travado o desenvolvimento social e económico de várias localidades, com destaque para a comuna de Ramiros.
De acordo com os moradores, o fornecimento de energia eléctrica é limitado a algumas vias principais, deixando extensas zonas residenciais mergulhadas numa “escuridão profunda”, sobretudo nas áreas mais afastadas da estrada principal. Em Ramiros, por exemplo, os munícipes referem que a iluminação pública e a electricidade domiciliar concentram-se apenas ao longo da via principal, enquanto os bairros interiores permanecem sem acesso regular ao serviço.
Os cidadãos alertam que a falta de energia eléctrica não é apenas um problema de conforto, mas um entrave sério ao desenvolvimento local. “Os bairros só não se desenvolvem por falta de energia”, afirmam, acrescentando que o acesso à electricidade é essencial para impulsionar pequenos negócios, actividades produtivas e, consequentemente, combater o desemprego, sobretudo entre os jovens.
Para além da ausência de energia em várias zonas, os munícipes queixam-se também do custo elevado do fornecimento eléctrico, muitas vezes dependente de soluções alternativas e precárias, como ligações informais ou sistemas privados, o que agrava as dificuldades financeiras das famílias.
Esta denúncia surge no seguimento de outras reclamações já feitas pelos moradores de Belas, que têm apontado assimetrias no desenvolvimento entre a Centralidade do Kilamba e os bairros periféricos, como Ramiros, Bita, Mutamba, Engevia, Mulenvo e Kikuxi. Os munícipes defendem uma intervenção mais abrangente da Administração Municipal e das entidades competentes do sector da energia, de modo a garantir acesso equitativo à electricidade, condição considerada fundamental para o crescimento económico, a segurança e a melhoria da qualidade de vida no município.
Os moradores apelam, por fim, a medidas urgentes que permitam a expansão da rede eléctrica, a regularização do serviço e a redução dos custos, sublinhando que “com energia, há desenvolvimento, emprego e mais dignidade para as comunidades de Belas”.
