Um grupo de moradores do quarteirão Z, na Centralidade do Kilamba, manifestou-se esta semana contra o que descrevem como uma situação diária de desconforto provocada por uma creche local, que, segundo relatos, coloca música em alto volume logo nas primeiras horas da manhã.
De acordo com os moradores, o som elevado invade os apartamentos e interfere com o descanso matinal, bem como com momentos de estudo, reflexão ou oração. “Todos os dias é a mesma coisa. Estamos a falar de uma creche, um espaço para crianças, mas o ambiente tem sido de total barulho, o que não contribui em nada para o desenvolvimento cognitivo dos pequenos”, desabafa um morador.
Os denunciantes afirmam não saber quem são os responsáveis pela creche, nem há quanto tempo a mesma funciona no local. Contudo, o apelo é claro: pedem que os fiscais da Administração Municipal actuem, com base na legislação sobre poluição sonora, para garantir a ordem e o bem-estar da comunidade.
A Lei de Bases do Ambiente, em Angola, proíbe a emissão de ruídos acima dos limites legalmente definidos, especialmente em zonas residenciais. Os moradores esperam que a situação seja analisada pelas autoridades competentes e que medidas educativas ou sancionatórias sejam tomadas, se necessário.
Os moradores reforçam ainda que compreende a importância das creches, mas alerta: “Educar crianças não pode ser sinónimo de perturbar vizinhos. É preciso equilíbrio e respeito mútuo”.
