Cresce o clima de preocupação entre os residentes da Centralidade do Kilamba, em Luanda, devido à frequência de acidentes rodoviários registados nas últimas semanas, alguns dos quais com consequências graves. A comunidade teme que a falta de sinalização, o excesso de velocidade e a fraca fiscalização estejam a colocar em risco a segurança de quem vive e circula pela zona.
Nos últimos dias, a Centralidade foi palco de pelo menos três acidentes graves, incluindo um atropelamento na via principal da Zona F, um choque frontal entre duas viaturas nas imediações da escola número 1032, e o capotamento de um carro na entrada da Zona E, este último ocorrido no passado fim de semana.
Os moradores ouvidos pela nossa reportagem relatam um sentimento de insegurança crescente, sobretudo nas horas de maior movimento e em zonas próximas de escolas e áreas comerciais.
“Estamos a viver com medo. Aqui na Zona F, um jovem foi atropelado na passada quinta-feira porque o condutor vinha em alta velocidade. Precisamos urgentemente de lombas ou semáforos,” desabafou Dona Cláudia Vicente, moradora há 7 anos no Kilamba.
Para muitos, o problema não está apenas nos condutores imprudentes, mas também na ausência de medidas concretas de ordenamento e prevenção por parte das autoridades locais e da Polícia Nacional.
“A nossa Centralidade já tem um fluxo muito intenso de carros. Falta sinalização, as passadeiras estão gastas e quase ninguém respeita os limites de velocidade. A fiscalização devia ser mais apertada,” afirmou Elísio Manuel, residente da Zona C.
As famílias com crianças pequenas sentem-se particularmente expostas ao perigo nas ruas internas da urbanização.
“Tenho dois filhos e fico sempre com o coração nas mãos quando vão para a escola. Não há segurança para os peões. Já vimos acidentes acontecerem aqui mesmo à frente de casa,” lamentou Antónia Miguel, moradora da Zona D.
Os moradores apelam à Administração do Município do Kilamba e aos órgãos de trânsito para reforçarem as medidas de prevenção, como a colocação de redutores de velocidade, sinalização horizontal e vertical, fiscalização com radares móveis e campanhas educativas voltadas para condutores e peões.
A Centralidade do Kilamba, concebida para ser um espaço urbano seguro e moderno, enfrenta agora o desafio de garantir que o seu crescimento não comprometa o bem-estar e a vida dos seus habitantes. Enquanto isso, os moradores pedem atenção e respostas urgentes.
