Os moradores da Centralidade do Kilamba estão preocupados com o estado de degradação crescente da região. Em conversa com o KILAMBA 24 HORAS, eles apontam fissuras nos edifícios, ruas escuras e intransitáveis, além das falhas constantes no fornecimento de água e esgotos a céu aberto. Segundo os relatos, a falta de manutenção tornou-se um problema crônico.
Odeth Kiala, residente há mais de cinco anos, revelou: “Temos um problema sério com a criminalidade, inclusive assaltos à luz do dia. Isso vem piorando com o aumento das áreas sem iluminação.” A moradora ainda mencionou a insegurança gerada pelo mau cheiro devido ao transbordo de águas residuais, agravando os riscos para a saúde pública.
Outros moradores compartilharam experiências semelhantes. Manuel da Cruz lamentou a falta de ação concreta por parte da Administração: “Há muito tempo que enfrentamos esses problemas e não vemos nenhuma melhoria efetiva. Dizem que há planos de manutenção, mas até agora, nada mudou.”
Já Elsa Mateus, que mora no Quarteirão G, destacou as dificuldades diárias: “Ficar sem água é frequente. Temos que improvisar constantemente, e a situação dos esgotos é um risco de doenças, principalmente para as crianças.”
A Administração do Distrito Urbano do Kilamba, segundo os moradores, afirmou que está em curso um plano de manutenção para resolver os problemas estruturais e de infraestruturas, mas até o momento, os residentes relatam não ter visto grandes avanços. “O tempo está passando e a degradação só aumenta”, comentou Pedro João, visivelmente preocupado.
A pressão dos moradores reflete um desejo urgente de mudanças e ações rápidas para restabelecer a qualidade de vida na Centralidade do Kilamba.
