Pais e encarregados de educação da Centralidade do Kilamba voltam a manifestar forte preocupação com o comportamento de vários motoristas de transporte escolar que circulam diariamente na cidade. As denúncias, que se somam a casos anteriores já reportados, reforçam um problema que ameaça a segurança das crianças.
Segundo os moradores, muitos motoristas conduzem em excesso de velocidade, realizam ultrapassagens imprudentes e demonstram pressa constante, mesmo transportando menores. Há ainda relatos de que, em diversas viaturas, as crianças não são orientadas a usar o cinto de segurança, aumentando substancialmente o risco em caso de acidente.
“Estes motoristas dos transportes escolar andam muito mal. Estão sempre apressados. Muitas vezes as próprias crianças não são recomendadas a usar os cintos de segurança. É necessário prestar atenção especial a estes motoristas”, desabafou um residente.
As preocupações surgem poucos dias após novos acidentes envolvendo veículos de transporte escolar na zona, incluindo colisões registadas no KK5000, que deixaram feridos e reacenderam o debate sobre a fiscalização do setor. Os moradores acusam a falta de controlo por parte das autoridades e pedem medidas urgentes.
Para muitos pais, o problema é agravado pela falta de semafóricos funcionais, vias congestionadas e a pressão diária para cumprir horários, fatores que, segundo eles, não podem justificar comportamentos que colocam em risco vidas inocentes.
Os moradores apelam à Administração Municipal do Kilamba, à Polícia Nacional e às entidades reguladoras de transportes para que sejam feitas inspeções rigorosas aos veículos escolares, formação obrigatória para motoristas e fiscalização reforçada nos pontos mais críticos da cidade.
Enquanto isso, mantêm o apelo:
“A segurança das nossas crianças deve ser prioridade máxima.”
