Moradores do bairro Engevia, no município do Kilamba, denunciam uma situação que classificam como injusta e desmotivadora relacionada ao acesso à água potável. Segundo relatos recolhidos junto da comunidade, os residentes, organizados como vizinhos e na presença do coordenador do bairro, dirigiram-se à direcção da EPAL com o objectivo de solicitar a extensão do fornecimento de água para a zona situada por detrás da praça das Manguerinhas.
De acordo com os moradores, técnicos da EPAL deslocaram-se ao local para avaliar o projecto, tendo informado que, naquele momento, a empresa não dispunha de materiais, mas poderia prestar apenas apoio técnico. Perante essa resposta, os moradores decidiram unir esforços e adquiriram, com recursos próprios, todos os materiais solicitados, incluindo tubos, aluguer de máquinas e outros meios necessários, com a expectativa de, posteriormente, serem cadastrados e passarem a pagar regularmente o consumo de água ao Estado.
Após a conclusão dos trabalhos, a água começou a jorrar nas torneiras do bairro, trazendo alívio e esperança à população. No entanto, cerca de uma semana depois, segundo a denúncia, técnicos voltaram ao local e ordenaram o corte imediato do fornecimento de água. Durante a intervenção, recolheram cópias dos Bilhetes de Identidade dos moradores, com a promessa implícita de regularização da situação.
Passado quase um ano desde o corte, os moradores afirmam que continuam sem qualquer resposta oficial e sem acesso à água potável, apesar do investimento financeiro feito pela própria comunidade. A população do Engevia apela às autoridades competentes e à EPAL para que a situação seja esclarecida e resolvida com urgência, sublinhando que o acesso à água é um direito básico e essencial para a dignidade humana.
