Moradores da Centralidade do Kilamba voltam a manifestar descontentamento, desta vez devido à poluição sonora provocada por estabelecimentos de restauração situados entre os quarteirões G e J, com maior incidência nas zonas do G15, G14 e J3.
Segundo os residentes, o volume excessivo de música, sobretudo no período nocturno e aos fins-de-semana, tem comprometido o descanso das famílias, afectando crianças, idosos e trabalhadores que necessitam de tranquilidade após o horário laboral.
Os munícipes afirmam que, apesar de compreenderem a importância da actividade comercial e do lazer para a dinâmica económica da centralidade, é fundamental que haja equilíbrio entre o funcionamento dos restaurantes e o direito ao sossego da comunidade.
“Não somos contra os negócios, mas precisamos de respeito. O barulho tem sido constante e em alguns dias ultrapassa os limites aceitáveis”, relata um morador da zona G14.
A situação reacende o debate sobre a necessidade de maior fiscalização e cumprimento das normas relativas à emissão de ruído em zonas habitacionais. Os moradores defendem que a Administração Municipal, em coordenação com as entidades competentes, reforce as acções inspectivas, estabeleça horários rigorosos para música ao vivo e garanta o uso de equipamentos de controlo sonoro.
Recorde-se que, nos últimos tempos, os munícipes do Kilamba têm levantado várias preocupações relacionadas com a qualidade de vida na centralidade, desde questões de segurança rodoviária até ao ordenamento urbano. Para os residentes, o crescimento comercial deve ser acompanhado por regras claras que preservem o bem-estar colectivo.
Os moradores apelam ao diálogo entre autoridades e proprietários dos estabelecimentos, de modo a encontrar soluções que permitam conciliar desenvolvimento económico e tranquilidade pública, assegurando que o Kilamba continue a ser uma centralidade moderna, organizada e habitável para todos.
