Os moradores da Centralidade do Kilamba têm mostrado preocupação com o reordenamento do comércio no Distrito, destacando que as medidas aplicadas pelos fiscais da Administração do Kilamba enfrentam grandes dificuldades para serem implementadas. Em entrevista ao KILAMBA 24 HORAS, os moradores afirmam que muitas vendedoras estão mais focadas em garantir o seu sustento e ignoram as directrizes para uma comercialização organizada.
“Elas só pensam no seu ganha-pão e acabam ignorando qualquer ordem para organizar o comércio. A confusão ao longo da via que liga a Via Expressa com o KK5000 é absurda”, comentou um dos moradores que preferiu não se identificar. Além disso, a venda informal nas ruas tem transformado a Centralidade em um verdadeiro caos, com a proliferação de estabelecimentos ao longo dessa via.
Outra denúncia feita pelos moradores é o aumento do comércio ilegal em áreas como os Armazéns e as casas de frescos junto ao Arreiou, no KK5000. “Esses locais são pontos problemáticos, e a Administração do Kilamba parece não conseguir controlar a situação”, apontou outro residente em anonimato.
A solução sugerida por muitos dos moradores entrevistados é a criação de um mercado formal na Centralidade do Kilamba e arredores, inspirado em modelos como o Mercado 11 de Novembro ou o São Paulo. “Um mercado bem estruturado, como esses, ajudaria a organizar as vendedoras e evitar a confusão que temos hoje”, destacou um dos moradores.
