Os moradores da Centralidade do Kilamba vão ser obrigados a pagar quotas condominais, segundo uma reunião entre a Administração do Distrito Urbano do Kilamba e o Conselho Distrital de Moradores, Conselhos das Comissões e respectivas Comissões de Moradores.
A reunião de concertação, que contou com a presença dos jornalsitas do KILAMBA 24 HORAS, decorreu na última Quinta-Feira(18), incindiu pela resistência de nos últimos tempos de vários moradores do pagamento das quotas junto à coordenação dos seus edíficios, algo que já tinha sido denunciado a nossa redacção Comissão de Moradores e do Fundo Habitacional.
Segundo o que foi revelado, 80% dos apartamentos da Centralidade do Kilamba não pagam regularmente as quotas ou a renda mensal, causando ao Estado Angolano uma dívida avaliada em mais de 25 mil milhões de kwanzas.
Para um representante da Comissão de Moradores, que falava em exclusivo em entrevista a nossa plataforma, frisa que na construção desses focos habitacionais o Governo Angolano contraiu uma dívida orçada em mais de dois mil milhões de dólares com fornecedores, onde tendo isso em causa os moradores devem fazer a sua parte pagando regularmente as quotas.
“Aqueles que construíram a Centralidade e fizeram o seu asseguramento estão a cobrar esses valores ao Estado Angolano, onde no âmbito do Fundo Habitacional já estamos a ver essa questão para o pagamento da renda mensal por parte dos donos dos apartamentos da Centralidade do Kilamba ” disse Adérito Mohamed, Director Nacional da Gestão da Reserva Fundiária e Habitacional.
A Centralidade do Kilamba é a centralidade do país que mais deve ou que os moradores não pagam a renda mensal, onde das 20.000 residências, 80% não fazem o pagamento da renda mensal ou não cumprem com as suas obrigações contratuais, algo que acontece desde os primeiros anos da Centralidade.
A venda de uma casa T3 na Centralidade está avaliada em 10 milhões de kwanzas a pronto pagamento, onde “se tiver que entrar na prestação mensal de propriedade resolúvel, o morador vai pagar a casa em 30 anos, onde a prestação mensal vai de 29 a 30 mil kwanzas/mês até terminar de pagar a casa. Mas mesmo assim o nível de incumprimento é elevadíssimo” informou.
O responsável diz que há uma autêntica “resistência” em pagar por parte dos moradores da Centralidade do Kilamba, frisando ainda que se não pagarem de forma voluntária o Estado vai agir de forma coerciva.
“Se a forma voluntária não for bastante para fazermos cumprir as obrigações contratuais, deveremos naturalmente recorrer a outros mecanismos, com destaque para a via judicial e que resultará na restituição do imóvel ao dono, nesse caso que é o Estado”, reiterou.
