Os moradores da Centralidade do Kilamba manifestaram indignação ao serem rotulados como “devedores” dos seus apartamentos. De acordo com vários residentes entrevistados pelo KILAMBA 24 HORAS, a maioria das casas na Centralidade foi vendida por meio de contratos de “venda resolúvel”, o que significa que o pagamento pode ser negociado e estendido para mais de 20 anos. Os moradores afirmam que esta condição permite maior flexibilidade nas prestações e que o Instituto Nacional de Habitação (INH) não tem competência para declarar despejos, pois essas questões são decididas pelos tribunais.
Um morador do Quarteirão J afirmou: “O Fundo Habitacional é o responsável por gerir as nossas casas, não o INH. Não somos devedores; temos direitos conforme o contrato de venda resolúvel.”
Outro residente, também entrevistado, enfatizou que os contratos foram feitos com base em acordos que devem ser respeitados: “Se houver inadimplência, deve-se renegociar os prazos e não ameaçar despejos.”
Os moradores pedem mais respeito e compreensão das autoridades, reforçando que, com o devido diálogo, poderão regularizar a situação sem recorrer a medidas extremas como despejos.
Este posicionamento surge em resposta à notícia de que os residentes inadimplentes na Centralidade do Kilamba poderiam ser despejados, uma questão que continua a gerar debate entre os moradores e as autoridades habitacionais.
A redação do KILAMBA 24 HORAS continuará a acompanhar o desenvolvimento deste caso.
