Depois de três dias em fuga, um jovem, de 18 anos, identificado como Paulo de Melo Eduardo, foi detido, há uma semana, em Viana, por ser o suspeito do assassinato de uma irmã, depois de a vítima ter tentado impedir que fosse furtado o fogão de casa.
Benvinda Melo Eduardo, de 16 anos, foi espancada até à morte, crime ocorrido por volta das 09h00 do dia 19 de Dezembro, no bairro Vila Nova, no Distrito Urbano de Viana, sede do município com o mesmo nome.
O corpo da adolescente, envolto em lençóis e colocado num saco, foi transportado pelo suspeito num carro de mão até a uma lixeira, onde foi carbonizado.
A mãe de ambos, quando chegou a casa, encontrou a moradia toda revirada e sangue no corredor e no quarto da vítima que, no dia do crime, só estava com Paulo de Melo Eduardo.
Uma participação de desaparecimento foi feita pela mãe no mesmo dia, dando, assim, início, em menos de 24 horas depois, a uma investigação pela área operativa do Serviço de Investigação Criminal (SIC) na província de Luanda.
O cadáver foi descoberto por um popular apenas no dia seguinte e reconhecido pela mãe, depois de ter sido avisada pelo SIC da existência de um corpo carbonizado numa lixeira do bairro.
Paulo de Melo Eduardo está indiciado pelo crime de homicídio qualificado, segundo um documento do SIC, distribuído, terça-feira, aos jornalistas presentes no acto de apresentação do jovem à Comunicação Social, realizado no Comando Municipal de Viana da Polícia Nacional.
Depois do crime, Paulo de Melo Eduardo não regressou a casa. O jovem pernoitou na residência da avó materna, informação de que a mãe, Joana de Melo, tomou conhecimento apenas no dia seguinte.
O que chamou a atenção à Joana de Melo foi o facto de a sua mãe lhe ter dito que o neto chegou a sua casa “muito transtornado, agitado e assustado”, tendo deixado a moradia por volta das cinco horas da manhã, sem ter se despedido.
Paulo de Melo Eduardo foi detido no bairro onde vivia, depois de ter sido reconhecido por pessoas que já sabiam de que era suspeito de assassinato.
Apesar de o presumível homicida ser seu filho, Joana de Melo, de 43 anos, disse esperar que a justiça seja feita “pela alma” da sua filha. A senhora confirmou que o filho já chegou a ser preso por furto e que só praticava “pequenos furtos”, crimes que começaram dentro de casa.
