A destruição da Feira do Kilamba por parte da Administração de Hélio Aragão volta a trazer inúmeras “discussões” entre os moradores da Centralidade do Kilamba, em entrevista ao KILAMBA 24 HORAS.
“Penso que foi uma boa decisão pelo Administrador Hélio”, disse Alfa Francisco.
“Os gestores da Feira do Kilamba foram teimosos e estavam muitos confiantes. Mas desde sempre se avisou que essa feira iria desaparecer porque os moradores do Kilamba nunca aceitaram que se fizesse isso. Agora estão aí. Só lamento porque serão mais desempregados. A administração deve-lhes encaminhar em outro local apropriado”, frisou Lãmia Santos, moradora do F22.
“Cansamos de pedir e avisar que não queremos esse destino ao nosso largo. Isso só declina mais a fraca estrutura que o país tem, desde prostituição, bebidas, drogas, roubos e outras coisas mais. Com a feira ficamos sem lazer e mais espaço aberto para se respirar ar puro”, disse Weza da Cruz, também moradora da Centralidade do Kilamba.
“A Feira do Kilamba era um autêntico lugar de mixeiros, felizmente que foi destruída”, acrescentou um morador que preferiu-se o anonimato.
De informar que o Administrador do Distrito Urbano do Kilamba, Hélio Aragão, está sendo acusado de violar o Contrato de Concessão e Exploração de Espaço Público N. 20/ADM.DUK/2017, proibindo a cidadã Domingas Mateus Ngola de gerir a Feira do Kilamba.
Segundo as denúncias que chegaram a redacção do KILAMBA 24 HORAS, em sua defesa, o Administrador diz que “a extinção da Feira do Kilamba é com base num docuemnto proveniente do Gabinente do Presidente da República”, sendo que os contratos entre os gestores da Feira com os antigos administradores do Kilamba “deixaram de produzir quaisquer efeitos jurídicos por alegadamente haver incumprimento de partes do contrato”, algo que os feirantes dizem ser mentira.
Em tom repulsivo, Domingas Ngola salienta que desde o princípio do mês de Abril, funcionários da Administração do Kilamba, supostamente a mando do Administrador, têm interferido na gestão da Feira do Kilamba, embargando quiosques e protegendo feirantes que não pagam as suas cotas, acções que não são da sua competência, e que também estão a fazer nascer movimentos para a criação de um sindicato, de modo a defender os feirantes que se recusarem a pagar as cotas que foram acoradados antes do início da actividade.
