Treze anos depois, volta a repetir-se o episódio do CAN de 2010: a Selecção Nacional de Honras consentiu novo empate (3-3), ontem, frente à similar do Mali, no Estádio Olímpico de Orão, depois de estar a vencer, por 3-1, em jogo referente à primeira jornada do Grupo D, do CHAN’2023, na Argélia.
Treze anos depois, volta a repetir-se o episódio do CAN de 2010: a Selecção Nacional de Honras consentiu novo empate (3-3), segunda-feira, frente à similar do Mali, no Estádio Olímpico de Orão, depois de estar a vencer, por 3-1, em jogo referente à primeira jornada do Grupo D, do CHAN’2023, na Argélia.
Os Palancas Negras entraram fortes e criaram duas situações iminentes de golo, quer por Jaradi, quer por Eddie Afonso. A jogar no sistema de 4-3-3, com quatro defesas, Tó Carneiro, Eddie Afonso, Kinito e Herenilson, três unidades na linha intermédia – Além, Megue e Lulas, e as despesas de ataque entregues a Lulas, Gilberto e Depú.
Angola explorava os corredores laterais e obrigou à formação maliana a jogar no último terço da zona defensiva. Com o dispositivo táctico 4-2-3-1, o Mali experimentava sérias dificuldades para sair a jogar com a bola de trás para a frente, já que Angola defendia e atacava em bloco.
Com os processos de jogo bem definidos, o “onze” angolano dificultava, sobremaneira, as estratégias do conjunto adversário, que não encontrava espaço de manobra para atacar a baliza defendida por Hugo Marques.
Determinado em vencer o desafio, o combinado às ordens de Pedro Gonçalves, partia por cima da Selecção maliana, com uma rectaguarda segura. Aliás, o técnico Pedro Gonçalves leu bem o jogo do adversário, após o ‘scouting’ feito sobre a equipa maliana nos amistosos, que realizou antes do arranque da competição.
Tanto Jaredi (lado es-querdo), quanto Eddie Afonso (lado direito), baralhavam a cortina defensiva maliana, finalizando com cruzamentos perigosos. Com trocas de bola e transições rápidas para o ataque, a Selecção Nacional chegava com relativa facilidade ao último reduto do adversário.
Vantagem no marcador
Aos 12 minutos, Angola adiantou-se no marcador, por intermédio de Depú, depois de um excelente trabalho do lateral-direito Eddie Afonso, após trocar os olhos a um contrário. Em desvantagem no marcador, o Mali arriscou com o intuito de virar o resultado, na sequência de um contra-ataque o oponente igualou a partida, por intermédio de Sinayoko, veterano de 37 anos. O jogador maliano surgiu na área adversária e antecipou-se aos centrais angolanos e sem oposição bateu o guarda-redes Hugo, decorridos 23 minutos.
A alegria da equipa maliana durou apenas três minutos, quando o inevitável Depú, desfazia a igualdade no placar, saindo ao intervalo em vantagem no marcador.
Substituições forçadas
No regresso dos balneários, a Selecção Nacional surgiu com a disposição demonstrada no primeiro tempo, de modo a construir um resultado histórico, mas pecava no capítulo da finalização.
Melhor na abordagem do jogo, Angola não conseguia tirar maior proveito das fragilidades do adversário. Insatisfeito com o desempenho da equipa, o técnico maliano Nouhoum Diané teve de efectuar cinco substituições forçadas no esquema táctico da equipa, colocando Diallo, Koné, Sidibé, Coulibaly e Diakité, com a finalidade de alterar o curso do jogo.
Mas foi Angola que voltava a adiantar-se no marcador, por intermédio de Gilberto, aos 72 minutos.
Em vantagem na partida, pensando que o jogo já estava ganho, numa autêntica fotocópia do CAN de 2010, o Mali repôs a igualdade no marcador num intervalo de cinco minutos, por Coulibaly Diaby (78′) e Ousmane Coulibaly (83′).
O conjunto angolano só pode queixar-se de si mesmo, porque não soube gerir o jogo e tirar vantagem das inúmeras oportunidades criadas. Treze anos depois repete-se o jogo de tristes memórias, no Estádio 11 Novembro, em Luanda, no CAN de 2010, com Angola a vencer por 4-0, o Mali igualou a contenda.
Na sexta-feira, a Selecção Nacional realiza o segundo jogo diante da Mauritânia, às 17h00, no mesmo recinto desportivo, referente à segunda jornada.
