A Centralidade do Kilamba tem mais de 100 crianças “em situação de rua”, espalhadas em vários focos dos prédios, segundo uma ronda pelo KILAMBA 24 HORAS.
Para o sociólogo Carlos Fernandes, entrevistado pelo nossso portal, diz que esta realidade não está apenas associada a problemas económicos de muitas famílias, mas também à negligência por parte de muitos pais.
Por isso, muitas crianças preferem viver na rua porque os pais “não contribuem para a harmonia dos filhos”, onde temos visto um grande número de crianças na rua em toda a Centralidade do Kilamba.
“Vim para a rua à procura de comida. Em casa não tem nada para se comer porque o pai e a mãe não trabalham” disse o Ary, criança de rua na Centralidade do Kilamba, de 13 anos.
Já Pedro Mateus, de 10 anos, é um outro exemplo de crianças que se confrontam com a auséncia de alternativa a uma vida passada na rua.
Falando com os nossos jornalistas, o menino de rua revela que não sabe ler nem escrever por nunca ter passado por uma escola e declara que gostaria de ir à escola porque quer ser agrónomo no futuro.
“No futiro quero ser a pessoa que cuida da agricultura como é o pai do meu amigo”, disse o jovem, frisando que ainda não perdeu esperança de ser alguém no futuro.
O KILAMBA 24 HORAS ainda conversou com o Puto Lano, de 13 anos, que disse que prefere viver na rua e que deixou a escola onde frequentava a 4. classe.
