A adolescente Bruna Caldeira, que esteve recentemente envolvida num episódio de confronto com outras duas jovens na Centralidade do Kilamba, iniciou uma nova etapa da sua vida, marcada pelo regresso ao sistema de ensino e por um percurso orientado para a reintegração social e académica.
Bruna já começou a frequentar as aulas no Colégio Anuarite do Kilamba, onde foi contemplada com uma bolsa de estudos, gesto que tem sido visto pela comunidade como um importante passo para a sua recuperação pessoal e para a construção de um futuro mais promissor.
A integração da jovem no novo estabelecimento de ensino foi possível graças à intervenção solidária de várias entidades e individualidades. Entre os apoios destacados estão a bolsa de estudo concedida pelo empresário Link Duilio Pedro, bem como a pronta colaboração do Dr. Silénio, director do Colégio Anuarite, que facilitou a rápida inserção da estudante. A empresa MPG – Engenharia, Consultoria e Prestação de Serviços contribuiu com a oferta de óculos e material escolar essenciais para o início das aulas.
Importa igualmente realçar o papel da Provedoria de Justiça, através da Dra. Antónia Florbela de Jesus Rocha Araújo, que interveio para apoiar na recuperação do certificado escolar da jovem junto do seu anterior colégio, removendo assim um dos principais entraves à sua reintegração escolar.
O caso de Bruna Caldeira tem sido acompanhado com atenção pelos moradores da Cidade do Kilamba, que encaram esta evolução como um exemplo de que situações de conflito envolvendo adolescentes podem e devem ser transformadas em oportunidades de recomeço, quando há diálogo, responsabilidade social e apoio comunitário.
A sociedade civil local reforça que continuará empenhada na resolução de problemas sociais que afectam a juventude do Kilamba, defendendo que a educação, a inclusão e a solidariedade são caminhos essenciais para a prevenção da violência e para a construção de uma comunidade mais segura e com valores.
Para muitos munícipes, a nova fase vivida por Bruna simboliza que “fazer o bem faz bem” e que gestos concretos de apoio podem mudar destinos e fortalecer o tecido social da cidade.
