O Administrador do Município de Belas, Arlindo Santos, está a ser acusado de exonerar Mendes Manuel Paulino, Chefe de Fiscalização do município, por se recusar a participar num esquema de terrenos ilegais na Centralidade do Kilamba. A exoneração teria ocorrido no dia 02 de outubro de 2024, após Paulino se opor a ordens superiores para embargar obras de três condomínios, contrariando uma sentença judicial.
De acordo com informações apuradas pelo KILAMBA 24 HORAS, a situação remonta a uma decisão judicial emitida pelo juiz Paulo Henriques, da Sala do Cível do Tribunal da Comarca de Belas, que proibiu novas ações de embargo contra os três empresários do setor imobiliário. A sentença foi clara ao restabelecer a legalidade, proibindo as administrações locais e o Governo Provincial de Luanda (GPL) de realizar ações administrativas contra esses empresários.
A exoneração de Mendes Paulino é vista como uma consequência de pressões internas dentro da administração local, expondo uma suposta rede de chantagens e interesses. Fontes revelaram ao KILAMBA 24 HORAS que as exigências incluíam trocas de aprovações de obras por casas e lojas.
Paulino recusou-se a obedecer às ordens superiores temendo ser preso, como já aconteceu com outros fiscais do Kilamba e funcionários da extinta EGTI-EP, que também desobedeceram a decisões judiciais semelhantes.
Nossa redação tentou obter uma resposta da administração municipal de Belas, mas até o momento, não obteve sucesso.
