Um total de 170 famílias, no município de Cacolo, e 82, no Dala, Lunda-Sul, ficaram sem as residências em consequência da chuva, que tem caído, desde a semana passada, com regularidade.
As casas mais afectadas foram as construídas nas linhas de água, disse o administrador de Cacolo, José Txacandji. O administrador do Dala, Lote Moutinho, informou que os bairros mais afectados foram os de Muliata e Sete Maravilhas, arredores da vila-sede, onde ainda está a ser feito o trabalho de levantamento dos danos.
Pelos prejuízos, o governador da Lunda-Sul, Daniel Neto, disse estar solidário com às vítimas e vai fazer as diligências necessárias para garantir a assistência dos lesados. “É um problema que está a preocupar as comunidades”.
A obstrução de linhas de passagem de água, com edificações precárias e em zonas de risco, são, para o governante, um dos principais problemas das administrações destas localidades. “É um problema crónico, ignorado de forma recorrente pela população”, disse, além de avançar que esforços estão a ser feitos para a transferência destes moradores para localidades seguras e com projectos sociais melhores infra-estruturas.
“À parte de o fenómeno invasão de espaços, a maioria das edificações erguidas são precárias e erguidas na desordem. É preciso que estas pessoas acatem os conselhos das autoridades, para evitarem consequências piores”, lembrou.
