A pesca artesanal marítima e fluvial, no município de Belas, tem contribuído para o combate à fome e pobreza, dado ao engajamento dos pescadores e comerciantes deste bem, afirmou o director municipal da Agricultura, Pecuária e Pesca desta região de Luanda, Miji Txibuila.
Nesta região da costa marítima de Luanda, são controlados 180 armadores em oito cooperativas, que anualmente capturam mais de 100 toneladas de peixe, com realce para as espécies tainha, macua, barbudo, corvina, carapau.
O director municipal da Agricultura, Pecuária e Pesca em Belas, Miji Txibuila, disse à Angop que a pesca emprega 25 vezes mais pessoas do que a pesca industrial, além de cerca de 80 por cento dos trabalhadores serem mulheres ligadas, na sua maioria, ao comércio e processamento do pescado.
“ A vida do pescador artesanal é dura e arriscada. Antes mesmo do sol nascer, muitos já pegaram nas suas chatas para se aventurarem no mar. A hora da volta nunca se sabe, tudo porque muitas das vezes os pescadores são surpreendidos pelas fortes correntes ou outros problemas no alto mar”, sublinhou o mestres Valdimir Neto, tripulante de uma embarcação de nove metros e sete pescadores a bordo.
De acordo com o mestre, na actividade de pesca, nem todos os dias são santos.
“ Há dois dias que o grupo não consegue capturar peixe. Ontem, por exemplo, só conseguimos duas bacias com carapinha e tainha que serviu para o consumo interno”, explicou.
Seu colega de profissão, identificado por Cassinda, conta que a embarcação tem dono e quando a captura é pouca o peixe é dividido entre os trabalhadores e a outra metade vende-se.
Apesar de ser uma actividade dura, fez saber que, num dia de trabalho, pode-se “facturar qualquer coisa como 50 mil kwanzas, conforme o tipo de pescado capturado. Agora, temos dias que a venda do peixe é muito baixa ”.
