Moradores do município do Kilamba voltaram a manifestar descontentamento com aquilo que consideram ser uma desigualdade no desenvolvimento entre a centralidade e as restantes zonas do município.
De acordo com vários munícipes, apesar dos inúmeros problemas enfrentados nas comunidades periféricas, há a percepção de que as intervenções e melhorias continuam concentradas maioritariamente na centralidade do Kilamba, deixando outras áreas em segundo plano.
“Com tantos problemas no município, não se vê soluções. Parece que só a centralidade importa”, referem os moradores, apontando dificuldades recorrentes como falta de energia eléctrica da rede pública, vias degradadas, deficiência no saneamento básico e carência de serviços sociais essenciais.
Nos últimos tempos, diferentes comunidades do Kilamba — como Vila Flor, Mutamba, Engevia e Mulenvos — têm apresentado várias denúncias relacionadas com energia cara proveniente de PTs privados, falta de escolas e centros de saúde, dificuldades de acesso em épocas chuvosas e problemas de mobilidade.
Os munícipes consideram que estas situações comprometem o desenvolvimento equilibrado do município e pedem uma actuação mais inclusiva por parte da Administração.
A população defende que é necessário alargar os investimentos e projectos estruturantes para todas as zonas, garantindo igualdade no acesso a serviços básicos e melhores condições de vida.
Face às reclamações, os moradores apelam às autoridades locais para que reforcem a presença nas comunidades periféricas e implementem soluções concretas, de modo a assegurar um desenvolvimento mais justo e abrangente em todo o município do Kilamba.
