Moradores da Centralidade do Kilamba voltam a manifestar forte preocupação com o agravamento da insegurança na zona, que, segundo denunciam, já se tornou uma das mais inseguras de Luanda. O índice de furtos e roubos a viaturas e residências atingiu níveis considerados alarmantes, gerando medo, revolta e um sentimento generalizado de abandono.
As denúncias surgem na sequência de vários episódios registados nos últimos dias e semanas, entre os quais o furto de pneus de socorro, tentativas de roubo de placas de viaturas, vandalização de carros estacionados, bem como a actuação de grupos de adolescentes armados com catanas e facas em alguns quarteirões, com destaque para o Quarteirão R. Em alguns casos, os moradores relatam que os crimes ocorrem em plena madrugada, nos parques de estacionamento e nas proximidades das residências, sem qualquer constrangimento por parte dos meliantes.
Apesar das recentes detenções efectuadas pela Polícia Nacional no Kilamba, no âmbito das lutas entre grupos rivais de jovens, os munícipes consideram que as medidas ainda são insuficientes face à dimensão do problema. Para os moradores, a criminalidade deixou de ser pontual e passou a representar uma ameaça constante à segurança e à tranquilidade das famílias.
Diante deste cenário, os moradores defendem a realização urgente de uma reunião de emergência que envolva a Polícia Nacional, as Comissões de Moradores, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) e a Procuradoria-Geral da República, com vista à definição de estratégias conjuntas para travar a escalada da criminalidade antes que a situação saia totalmente do controlo.
Os munícipes apelam igualmente ao reforço do patrulhamento policial, aumento de meios operacionais, melhor articulação com as estruturas comunitárias e uma resposta mais firme das instituições de justiça. Segundo afirmam, só uma acção coordenada e contínua poderá devolver a confiança à população e garantir a segurança de pessoas e bens na Cidade do Kilamba.
“É preciso agir agora. A insegurança está a crescer e o silêncio pode custar vidas”, alertam os moradores, que exigem respostas concretas e imediatas das autoridades competentes.
