O comércio de ferro e materiais ferrosos em Angola foi oficialmente proibido neste mês, por força de um decreto governamental, como parte das medidas para combater o vandalismo de infra-estruturas eléctricas e outros bens públicos essenciais em todo o país.
Na Centralidade do Kilamba, a decisão já começa a produzir efeitos visíveis, com o encerramento de várias casas de compra e venda de materiais ferrosos, tradicionalmente associadas à receptação de cabos eléctricos, tampas metálicas, grades e outros equipamentos furtados.
Munícipes ouvidos pela reportagem manifestaram satisfação com a medida, considerando-a um passo importante para travar práticas criminosas que, nos últimos anos, têm causado apagões constantes, prejuízos financeiros ao Estado e insegurança nas comunidades. Segundo os moradores, o encerramento desses estabelecimentos retira o principal destino do material furtado, desencorajando os actos de vandalismo.
A decisão governamental surge na sequência de reiteradas denúncias sobre o roubo de cabos eléctricos, vandalização de cabines de iluminação pública e destruição de infra-estruturas técnicas, problemas que têm afectado directamente bairros como o Kilamba e outras centralidades de Luanda.
Os cidadãos apelam agora para que a fiscalização seja permanente e rigorosa, evitando que o comércio ilegal migre para a clandestinidade, e defendem que a medida seja acompanhada de acções de responsabilização criminal contra os envolvidos na cadeia do vandalismo.
Para muitos moradores do Kilamba, a proibição representa uma vitória da cidadania e da protecção do património público, reforçando a esperança de maior estabilidade no fornecimento de energia eléctrica e melhoria da qualidade de vida na cidade.
