Os moradores da Centralidade do Kilamba expressam grande preocupação com o futuro dos edifícios da área, temendo que o local possa em breve se assemelhar aos prédios do Lote do Prenda, conhecidos pela degradação acelerada e pelos inúmeros problemas de infraestrutura. Segundo eles, em poucos anos, a Centralidade do Kilamba já enfrenta questões alarmantes de saneamento, esgotos, iluminação pública e uma crescente onda de criminalidade.
João Manuel, morador do Quarteirão R, afirmou que os problemas são visíveis em várias frentes: “Em pouco tempo, nossa Centralidade já está com sinais de abandono, como ruas escuras, falhas na rede de esgotos e até mesmo fissuras nas paredes dos prédios. Se nada for feito, ficaremos como o Prenda, onde a situação é caótica”. Segundo ele, a falta de ações preventivas pode agravar a situação.
Maria Kiala, outra moradora, também demonstrou frustração com a deterioração das condições: “A criminalidade está em alta, o saneamento é péssimo, e os esgotos muitas vezes estão a céu aberto. O cheiro é horrível e, com a falta de iluminação, ficamos vulneráveis. Não queremos que o Kilamba vire outro Prenda”.
Os moradores ainda ressaltam que os atuais problemas, que vão desde falhas frequentes no fornecimento de água até a ausência de um plano de manutenção claro, podem rapidamente transformar a Centralidade em uma área abandonada. “Não faz sentido um local que deveria ser o símbolo da modernização da cidade, já estar assim. Precisamos de uma ação urgente da administração para resolver isso antes que seja tarde demais”, concluiu Pedro Mário, que reside no Quarteirão F.
Com a proximidade da época chuvosa, os moradores temem que os problemas de esgotos e drenagem se agravem, levando a alagamentos e piores condições de vida. Eles pedem uma atenção especial das autoridades e um plano de manutenção eficaz para evitar que a Centralidade siga o mesmo caminho de degradação dos edifícios do Prenda.
