Passado mais de um mês das intensas chuvas que se abateu na cidade de Luanda, os munícipes da Zona Verde perdem uma intervenção da Administração local para fechar as ravinas que as enchurradas criaram.
“Nós estamos a passar mal, visto que as chuvass abriram muitas ravinas e que está a perigar a nossa vida civil”, disse o morador Neto Francisco, aos microfones do KILAMBA 24 HORAS.
Duas mortes, várias casas inundadas e mais de 500 famílias ao relento foram os dados das consequências da chuvas torrencial que se abateu sobre a cidade de Luanda, sendo que a Zona Verde foi um dos bairros mais afectados de Belas, onde por isso os moradores pedem ajuda do governo.
Pelo que foi apurado pela nossa redacção, os moradores da Zona Verde tiveram comércio e casas destruídasnas últimas chuvas e alegaram não ter recebido, até final de Maio, a ajuda prometida pelo governo provincial, em conluio com a administração municipal.
De informar que o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, tinha informado que as famílias do município de Belas que foram afectadas pelas chuvas iriam se beneficiar do plano de emergência.
O dirigente falava em conferência de imprensa, para apresentar as consequências das chuvas que se abateram nos últimos meses, reconhecendo que é preciso que o Executivo faça um esforço maior do que foi feito até ao momento para contemplar todas as famílias afectadas.
Para Francisco Furtado, o fenómeno que se vive nos últimos dias em função das quedas pluviométricas, exige a tomada de medidas urgentes e implementação de um plano de requisição civil envolvendo não só o Executivo, mas, também, outras áreas com disponibilidade e capacidade para acudir às situações.
O ministro de Estado garantiu que o Executivo tem criado um Plano de Contingência de apoio às famílias sinistradas, que deve ser adaptado todos os anos preventivamente antes da ocorrência destes fenómenos.
